Sinopse: Uma reflexão sobre a vida, a morte e a importância de viver no presente.
A história segue a vida de Chuck, um homem comum, contada de forma invertida em três partes: a partir de sua morte, aos 39 anos, até sua infância. A história não só foca nos eventos ao redor da sua morte, mas também na reflexão sobre o significado da vida, a arte e a alegria ao longo da sua existência.
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É um pouco irônico escrever essa crítica, porque eu realmente te aconselho a ir ao cinema como eu, sem saber absolutamente nada sobre o filme. Eu não tinha lido a sinopse, visto um trailer ou lido a história do autor Stephen King, na qual o filme é baseado, portanto, fui apenas conhecendo o título e foi uma experiência extraordinária.
Conforme é dito na sinopse, a primeira parte do filme é o ato 3, quando o mundo está colapsando (desastres naturais, incêndios, meios de comunicação parando de funcionar...), quando praticamente a única mensagem passada por todos os meios é um agradecimento a alguém chamado Chuck, que, aparentemente, ninguém conhece.
No começo do segundo ato, finalmente encontramos o protagonista do título. Um contador comum que tem apenas alguns meses de vida. Alguém por quem você passaria pela rua e não pararia por mais de um segundo para olhar, mas que tem toda uma história, toda uma vida incrível, como cada um de nós.
Na última parte, ou no primeiro ato, Chuck é uma criança, que passou por diversas tragédias em sua vida, mas, mesmo assim, tem seus sonhos e momentos em que se sente o rei do universo, ou, ao menos, do seu próprio universo.
Quando se vai ao cinema como eu, sem nenhuma informação, você começa o filme sem entender absolutamente nada. Quem é esse Chuck? Por que ele mereceria agradecimentos? Por que o mundo chegou ao seu fim? Porém, quando tudo se encaixa, quando você entende a verdadeira premissa do filme, só uma palavra pode vir a sua mente: genial!
Esse filme é uma metáfora sobre a vida. Sobre aqueles que lembramos, sobre aqueles que esquecemos. Tantas e tantas pessoas passam por nossas vidas. Umas ficam, outras vão embora, mas o filme é exatamente sobre isso: como todas elas continuam dentro de nós, formando um vasto universo, que talvez se apague, em nosso último suspiro.
É impossível não se emocionar com a história desse homem comum, entrar em sua mente e descobrir o quão extraordinário ele é, pois compreendemos que, em cada individualidade, em cada ser humano, também podemos viver uma história que vai se apagar, mas será incrível a sua maneira.
Muito obrigada, Chuck!