A vida de Chuck

| 21 agosto 2025 | Nenhum comentário:

Sinopse:  Uma reflexão sobre a vida, a morte e a importância de viver no presente.

A história segue a vida de Chuck, um homem comum, contada de forma invertida em três partes: a partir de sua morte, aos 39 anos, até sua infância. A história não só foca nos eventos ao redor da sua morte, mas também na reflexão sobre o significado da vida, a arte e a alegria ao longo da sua existência.

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É um pouco irônico escrever essa crítica, porque eu realmente te aconselho a ir ao cinema como eu, sem saber absolutamente nada sobre o filme. Eu não tinha lido a sinopse, visto um trailer ou lido a história do autor Stephen King, na qual o filme é baseado, portanto, fui apenas conhecendo o título e foi uma experiência extraordinária.

Conforme é dito na sinopse, a primeira parte do filme é o ato 3, quando o mundo está colapsando (desastres naturais, incêndios, meios de comunicação parando de funcionar...), quando praticamente a única mensagem passada por todos os meios é um agradecimento a alguém chamado Chuck, que, aparentemente, ninguém conhece.

No começo do segundo ato, finalmente encontramos o protagonista do título. Um contador comum que tem apenas alguns meses de vida. Alguém por quem você passaria pela rua e não pararia por mais de um segundo para olhar, mas que tem toda uma história, toda uma vida incrível, como cada um de nós.

Na última parte, ou no primeiro ato, Chuck é uma criança, que passou por diversas tragédias em sua vida, mas, mesmo assim, tem seus sonhos e momentos em que se sente o rei do universo, ou, ao menos, do seu próprio universo.

Quando se vai ao cinema como eu, sem nenhuma informação, você começa o filme sem entender absolutamente nada. Quem é esse Chuck? Por que ele mereceria agradecimentos? Por que o mundo chegou ao seu fim? Porém, quando tudo se encaixa, quando você entende a verdadeira premissa do filme, só uma palavra pode vir a sua mente: genial!

Esse filme é uma metáfora sobre a vida. Sobre aqueles que lembramos, sobre aqueles que esquecemos. Tantas e tantas pessoas passam por nossas vidas. Umas ficam, outras vão embora, mas o filme é exatamente sobre isso: como todas elas continuam dentro de nós, formando um vasto universo, que talvez se apague, em nosso último suspiro.

É impossível não se emocionar com a história desse homem comum, entrar em sua mente e descobrir o quão extraordinário ele é, pois compreendemos que, em cada individualidade, em cada ser humano, também podemos viver uma história que vai se apagar, mas será incrível a sua maneira.

Muito obrigada, Chuck!

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Bilhetes de Ódio

| 14 agosto 2025 | Nenhum comentário:


Autoras: Vi Keeland e Penelope Ward
Editora: Charme
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Sinopse:

Tudo começou com um bilhete azul misterioso costurado dentro de um vestido de noiva.

Algo azul.

Eu tinha ido vender o meu próprio vestido de casamento não-usado em uma loja de roupas antigas quando encontrei o “algo velho” de uma outra noiva.

Preso à barra de um vestido emplumado fabuloso, estava a mensagem mais romântica que já li na vida: Obrigado por realizar todos os meus sonhos.

O nome gravado em relevo no pequeno papel azul era Reed Eastwood, obviamente o homem mais romântico que já existiu. Descobri também que ele era o homem mais lindo que já vi. Se ao menos as minhas fantasias sobre amor verdadeiro tivessem parado por aí...

Porque, desde então, descobri mais uma coisa sobre o Senhor Apaixonado.

Ele é arrogante, cínico e exigente. Eu deveria saber. Graças a um giro do destino, ele agora é meu novo chefe. Mas isso não vai me impedir de descobrir a história por trás de seu bilhete de amor. Um bilhete de amor que não resultou em felizes para sempre.

Mas aquela história não é nada comparada à que se está se desenvolvendo entre nós. Está ficando mais quente, mais doce e mais surpreendente do que qualquer coisa que eu poderia ter imaginado.

Algo novo

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Pode até ter a palavra "ódio" no título, mas você vai encontrar muito, muito, muito amor nesse livro.

Podemos começar falando sobre Charlotte, uma das protagonistas mais doidinhas e incríveis que você vai encontrar em um livro. Após ser traída pelo noivo, ela está realmente se sentindo na pior, mas fica obcecada pelo bilhete de Reed encontrado em um vestido de noiva. 

Só uma pessoa com um parafuso a menos (e um pouco alcoolizada) poderia procurar o homem de um bilhete (que ela encontrou em um vestido de noiva aleatório) na internet, descobrir onde ele trabalha e marcar uma visita para um apartamento à venda, de alguns milhões de dólares, só para poder vê-lo.

A melhor parte foi Reed aceitar a visitação, apenas para poder humilhá-la, pois já havia verificado o crédito da sua "possível cliente" e sabia que a garota mal podia colocar comida na mesa, muito menos comprar aquele apartamento ridiculamente caro.

Porém, assim como Reed havia virado uma obsessão para Charlotte, o jeito intenso da mulher também faria com que ela não saísse dos pensamentos de um homem que achava que nunca mais amaria alguém na vida.

Sabe, quando vemos esse tipo de premissa, já começo a ver corações saindo dos meus olhos sem nem saber como a história vai terminar.

A história só melhora, porque eles começam a trabalhar juntos, e é claro que todos aqueles sentimentos, e toda a tensão sexual, só vai crescendo a cada segundo. Ela quer pular de cabeça naquele relacionamento, e ele só quer distância de qualquer mulher que possa realmente tocar o seu coração.

Mas nós sabemos onde isso vai dar, né? 😍😍😍

O mais interessante é descobrir os motivos por que Reed está fugindo, e porque o seu casamento não aconteceu. Um personagem que aparentemente é frio, sem sentimentos, que ofende gratuitamente alguém que só quer lhe ajudar, no fundo pode ser aquele com o maior coração, que só deseja proteger aqueles que ele ama, mesmo que isso signifique manter alguém tão importante longe da sua vida.

Mas, como eu disse no começo, Charlotte é uma protagonista única, que não desiste fácil dos seus objetivos e está disposta a dar tudo de si (e a mostrar tudo de si) para que o homem que ela ama finalmente ceda a paixão que obviamente existe entre eles... algo lindo de se ler.

Bilhetes de ódio vai te encher de amor por esses personagens, e talvez te fazer derramar algumas lágrimas no final, afinal de contas, lutar pela sua felicidade, independente dos obstáculos e desafios que podem estar em seu futuro, só prova que o amor é mais forte do que tudo!


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Clube do livro dos homens

| 21 julho 2025 | Nenhum comentário:


Autora: Lyssa Kay Adams
Editora: Arqueiro
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Sinopse:

A primeira regra do clube do livro é: não fale sobre o clube do livro.

Gavin Scott é um astro do beisebol, devotado ao esporte. No auge de sua carreira, ele descobre um segredo humilhante: a esposa, Thea, sempre fingiu ter prazer na cama. Magoado, Gavin para de falar com ela e acaba piorando o relacionamento, que já vinha se deteriorando. Quando Thea pede o divórcio, ele percebe que o orgulho e o medo podem fazê-lo perder tudo.

Bem-vindos ao Clube do Livro dos Homens!

Desesperado, Gavin encontra ajuda onde menos espera: um clube secreto de romances, composto por alguns dos seus colegas de time. Para salvar seu casamento, eles recorrem à leitura de uma sensual trama de época, Cortejando a condessa. Só que vai ser preciso muito mais do que palavras floreadas e gestos grandiosos para que Gavin recupere a confiança da esposa.

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Esse livro já estava na minha lista faz tempo, mas, se eu soubesse que era uma leitura tão deliciosa, ele já teria passado na frente há muito tempo.

Só lendo a sinopse já é possível ver que esse livro tem uma trama bem única, e a autora, Lyssa Kay Adams, deu uma aula de como um relacionamento pode ser salvo quando ambos estão dispostos a realmente abrir o seu coração.

Gavin e Thea se casaram apenas três meses após se conhecerem, por conta de uma gravidez não planejada. 

Ele, sendo um astro do beisebol, quase não parava em casa, partindo de jogo em jogo, imaginando que tudo em sua vida estava perfeito, até descobrir que sua esposa sempre fingiu sentir prazer com ele, durante todo o casamento.

Com o orgulho ferido, o jogador abandonou seu quarto, sem ao menos conversar com a esposa. Quando ela o expulsou de casa, ele não pensou duas vezes e foi embora.

Em meio a bebedeira (e completamente arrependido de tudo o que ele tinha feito), ele é encontrado pelos colegas de time que resolvem ajudá-lo a recuperar sua esposa da forma mais incrível possível: Um clube do livro.

Qual é a melhor maneira de aprender como realmente tratar uma mulher do que com os personagens incríveis e perfeitos que encontramos em livros?

É uma delícia de ler os capítulos intercalados entre os pensamentos dos dois personagens. Gavin, aprendendo como ele deveria tratar a esposa, e Thea, não acreditando na mudança drástica do marido.

Enquanto ele lutava para continuar o casamento, ela lutava para não voltar aos três anos onde ela não era mais ela mesma, apenas a esposa de um jogador que realmente não demonstrava se importar com ela ou com as filhas, apesar de ainda amá-lo imensamente.

Esse livro é narrado de forma tão incrível porque, não é como se tivesse alguém responsável por todos os erros nessa história. Ambos foram culpados pelo desastre que o casamento se tornou e, vendo a história de ambas as perspectivas, fica claro os medos, receios e anseios de cada um deles. Além da forma como eles viam o mundo de maneiras tão diferentes e, por isso, chegaram ao "fim" do seu casamento sem ao menos perceber.

Quando encontramos um livro em que duas pessoas se apaixonam, é sempre encantador  acompanhar essa jornada, mas, um livro onde o casal principal precisa se apaixonar novamente, precisa encontrar o amor que ainda existe, mas que foi degastado por palavras não ditas, segredos, por eles realmente não se abrirem um com o outro, é ainda mais emocionante ler cada página e ver ambos se superando, lutando contra os seus fantasmas interiores, para finalmente encontrarem a felicidade.

Lyssa Kay Adams escreveu um romance para quem ama ler livros com personagens perfeitos, que sonha em encontrar alguém assim na sua vida, mas mostra que a "realidade" também pode ser linda e romântica, isso só requer um pouquinho de esforço, conversas sinceras e entendimento.

Prepare-se para se encantar com Clube do livro dos homens e sonhar com alguém que leia seus livros favoritos e os coloque em prática quase como um manual para te fazer feliz... pronto, atualização de homem perfeito efetuada com sucesso 😂


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Superman

| 10 julho 2025 | Nenhum comentário:


O filme já começa no meio da ação. Todos nós vimos a origem do Superman centenas de vezes em quadrinhos, animações e outros filmes, portanto, James Gunn (de forma fantástica), pulou toda essa parte já conhecida e nos faz encontrar com esses personagens tão queridos sem introduções maçantes.

Não poderia ter forma mais efetiva de começar com uma porrada do que com o Superman sendo derrotado pela primeira vez. O vilão, nada mais, nada menos do que controlado por Lex Luthor, faz com que o homem de aço precise recorrer a sua fortaleza para se recuperar de seus ferimentos. 

Lá encontramos um santuário repleto de robôs humanoides para atender as suas necessidades e um dos personagens mais incríveis do filme, o cão kryptoniano: Krypto. Ele é um deleite, e uma fonte certa de risadas em cada cena.

Esse filme é uma série de acertos, entre eles já apresentar alguns integrantes da gangue (ainda não é liga) da justiça e o relacionamento já em andamento de Clark Kent e Lois Lane. Henry Cavill e Amy Adams vão precisar me perdoar, mas eu simplesmente amei (total e enlouquecidamente 😍) a química entre David Corenswet e Rachel Brosnahan. Eles são o Clark e a Lois que eu sempre quis, só ainda não sabia disso.

Falando em grandes acertos, ter Lex Luthor como vilão principal sempre é um deleite, mas Nicholas Hoult dá uma nova camada de emoção, loucura, inveja e maldade para esse vilão tão icônico. Sabe aquele personagem do mal que a gente ama? É, exatamente isso.

Esse Superman é forte, incrível e poderoso, mas também é completamente humano, no melhor sentido da palavra. A bondade do personagem não é mostrada de uma forma boba ou demasiado ingênua, mas algo que vem de um coração que realmente acredita que está fazendo o certo. 

Como eu disse, ele é completamente humano, portanto, é alguém que também se irrita, que pode levantar a voz quando acha que está sendo injustiçado, mas que está preparado para colocar a sua vida em risco por qualquer criatura, por menor que ela seja (vai esquilinho). 

Estou impactada com esse filme. Eu não esperava algo ruim de James Gunn, mas também não esperava sair do cinema tão feliz e encantada. Se esse é o novo começo da DC, eles começaram com milhões de pés direitos de fãs que esperavam exatamente por esse filme.


A seguir, alguns comentários com spoilers... continue por sua conta e risco.

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Ainda está aqui? Então, bora surtar comigo!!!


O que foi aquela cena do Superman indo encarar o Lex Luthor por causa do Krypto????? “ONDE ESTÁ O MEU CACHORRO?”. No final descobrimos que o cachorro é da prima dele, o que torna tudo mais perfeito.

O filme começa com o Superman sendo derrotado, o que é bem estranho, mas James Gunn não colocaria qualquer um para ser capaz de derrotar o homem de aço, ele é esperto demais para isso. Um clone e um vilão obcecado por ele resolvem com louvor essa questão.

Também amei no final, quando o Clark finalmente derrota o seu clone e vai até o local onde o Lex e seus comparsas estão para parar a fissura. Imagine, você chega no local onde estão todas as pessoas que quase te mataram (e fariam isso com sorrisos no rosto) e você simplesmente tem bondade o suficiente no seu coração para não fazer nada contra eles. Essa cena foi tão, mas tão perfeita! Claro que o Krypto estar presente para nos vingar um pouquinho foi muito satisfatório.

Agora vamos falar sobre as cenas entre Clark e Lois 💗💗💗
Pirei em cada uma delas, e não foi pouco. Ela precisava dizer “eu te amo”? Até que foi fofo no final, mas tem prova maior de amor do que ir atrás da gangue da justiça em busca de ajuda, receber um não e mesmo assim estar disposta a resgatar o seu amor sozinha? Tudo bem que no fim ela não foi sozinha, mas ela foi mesmo assim. Investigar até o fim para inocentar o Superman de todas as acusações que ele estava sofrendo faz parte da sua natureza de jornalista, mas, ir salvá-lo foi puro amor.

Ah, claro que não posso deixar de falar sobre a última cena pós-créditos. Já estou completamente apaixonada pela Kara. Foi uma introdução muito rápida, mas mal posso esperar para ver o filme da Supergirl. Já podemos contar os segundos?


Sim, o filme é totalmente perfeito!!!


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Jurassic World: Recomeço

| 30 junho 2025 | Nenhum comentário:


Sinopse:
Cinco anos após os eventos de Jurassic World: Domínio, a ecologia do planeta se mostrou inóspita para os dinossauros, e os sobreviventes habitam agora ambientes equatoriais isolados com clima semelhante ao que os viu prosperar no passado. As três criaturas mais colossais desta biosfera tropical detêm a chave de uma substância capaz de trazer benefícios milagrosos para a humanidade.

A atriz indicada ao Oscar, Scarlett Johansson, interpreta a experiente especialista em operações secretas Zora Bennett, contratada para liderar uma equipe talentosa em uma missão ultrassecreta para garantir material genético dos três maiores dinossauros do mundo. Quando a operação de Zora encontra uma família civil cuja viagem de barco foi interrompida por dinossauros aquáticos saqueadores, todos eles acabam presos em uma ilha, cara a cara com uma descoberta sinistra e chocante, oculta do mundo há décadas.

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Sabe qual é a moral da história? Se você comer um chocolate, descarte a embalagem corretamente. Jogar lixo no chão pode ser mortal 😆😆😆.

Ok, brincadeiras a parte, nesse filme conhecemos um outro lado desse universo jurássico. Ao assistir o primeiro Jurassic World, quando o parque é aberto pela primeira e última vez, descobrimos que novos dinossauros estão sendo criados para maior entretenimento dos visitantes.

Porém, somente em Jurassic World: Recomeço, descobrimos onde e como essas criaturas eram criadas. Uma ilha especialmente preparada para testes e contenção dessas criaturas, inclusive aquelas que não foram aprovadas para serem mostradas ao público.

E é exatamente nesse lugar que nossos heróis precisam ir para buscar as amostras de dinossauros que serão essenciais para criar medicamentos que salvarão milhares de vidas humanas. Como nos outros filmes, temos a ganância humana colocando vidas em risco, mesmo que aqui disfarçada de boas ações.

Os dinossauros são interessantes (e assustadores) como sempre. Não precisando se ater a realidade (a espécies que realmente existiram), a equipe do longa pôde ir bem longe para fazer criaturas bem mais tenebrosas. O grande “vilão” do filme me deixou bem chocada com a sua aparência aterrorizante, quase como se fosse algo de fora desse planeta (não sei se qualquer semelhança com o Alien é mera coincidência).

Mas, é claro que, mesmo em um mundo de dinossauros, as relações humanas também precisam ser bem desenvolvidas.

Com 100% dos personagens novos, eles precisam de um tempo de tela para se apresentarem, mostrarem um poucos dos seus laços e sentimentos para que possamos realmente nos importar com eles no decorrer do filme. 

A família a deriva não precisa de muito para nos encantar. Coloque uma criança na jogada que é sempre um acerto. Já a equipe da expedição, rostos conhecidos como Scarlett Johansson, Jonathan Bailey e Mahershala Ali ajudam (e muito) a criarmos laços com eles desde o primeiro momento na tela. 

Jurassic World: Recomeço também é um filme muito afetivo. É impossível não se emocionar com as referências aos primeiros filmes ou com a canção icônica de Jurassic Park composta por John Williams.

Esse filme tem todos os elementos que fizeram o sucesso da franquia, com rostos novos para trazer um novo olhar para a história. Os dinossauros podem até estarem caminhando rumo a extinção (novamente), mas acredito que esse mundo jurássico ainda pode ter muitas histórias para contar.

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M3GAN 2.0

| 25 junho 2025 | Nenhum comentário:


Sinopse:
Dois anos após M3GAN, uma maravilha da inteligência artificial, se tornar desonesta e embarcar em uma fúria assassina (impecavelmente coreografada) que provocou a sua destruição, a criadora de M3GAN, Gemma (Allison Williams), tornou-se uma autora de grande prestígio e defensora da supervisão governamental da IA. Mas a sobrinha de Gemma, Cady (Violet McGraw), agora uma adolescente de 14 anos, rebelou-se contra as regras superprotetoras de Gemma.

Sem que elas saibam, a tecnologia subjacente de M3GAN foi roubada e usada indevidamente por um poderoso contratante de defesa para criar uma arma de nível militar conhecida como Amelia (Ivanna Sakhno; Ahsoka, Círculo de Fogo: A Revolta), a espiã infiltrada mais letal já concebida. Mas, à medida que a autoconsciência de Amelia cresce, seu interesse em seguir ordens humanas diminui — assim como sua vontade de tê-los por perto.

Com o futuro da humanidade em risco, Gemma percebe que a única solução é trazer M3GAN (Amie Donald, com voz de Jenna Davis na versão original) de volta e aprimorá-la para torná-la mais rápida, mais forte e ainda mais letal. E, quando seus caminhos se cruzam, a IA mais implacável do cinema encontrará sua maior rival.

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Como ficou bem claro no final do primeiro filme, o corpo construído para abrigar a inteligência artificial chamada Megan foi destruído, mas sua consciência (ou seria sua programação?) ainda estava bem perto das protagonistas.

Dois anos depois, Gemma e Cady (ainda bem longe de terem uma relação realmente saudável), são colocadas no meio de um conflito internacional quando surge uma nova IA, que deveria servir ao governo, mas se rebela para alcançar seus próprios objetivos.

Essa nova IA se relaciona diretamente ao roubo de informações que aconteceu no primeiro filme. Eu nem tinha me dado conta que aquela questão não tinha sido resolvida, o que foi uma sacada bem interessante.

Enquanto Megan, no primeiro filme, pendia a todo o momento entre ser super fofa e muito assustadora, Amelia foi construída para ser uma personagem mais adulta, preparada para seduzir e mostrar a sua força, sendo uma adversária quase impossível de ser vencida. Essa aqui jamais seria usada para entreter e educar os filhos de ninguém.

Esse é um filme que fala sobre segundas chances, mas, isso se aplicaria a um ser que não é humano? "Alguém" que matou pessoas? Você pode reprogramar ou ensinar uma inteligência artificial que evolui sozinha o que é realmente certo ou errado?

Mas também é um filme sobre o que pode ser pior: Soltar um ser não confiável nas ruas, ou deixar um ser pior ainda destruir a forma de vida que nós conhecemos e jogar a sociedade em um caos sem fim?

O que interessa é que esses dilemas caem por terra quando lembramos que é um filme. É óbvio que queremos ver Megan de volta a ação, e torcemos para que ela seja a grande salvadora do dia (e não volte ser a vilã apocalíptica do filme anterior). Se precisamos de alguém para torcer, que seja a bonequinha "fofa" que conhecemos.

Se no primeiro filme faltam boas reviravoltas (não tem como começar o filme sem saber que Megan não será “só uma bonequinha” por muito tempo), na sequência temos surpresas muito interessantes, daquelas que você não imaginaria até a cena acontecer, mas que vão te deixar com o queixo lá no chão.

Acredito que essa seja a grande diferença do primeiro para o segundo filme. Nós realmente não sabemos o que vai acontecer, que escolhas os personagens vão fazer, quem está realmente do "lado certo" ou do "lado errado", e, principalmente, o que se passa pela mente de Megan, o que eleva muito o clima de apreensão dessa sequência.

Temos alguns exageros? É logico! É um filme sobre uma boneca com inteligência artificial super avançada, porém, você pode simplesmente deixar os preconceitos de lado e se divertir muito com M3GAN 2.0, afinal de contas, esse tipo de coisa já faz parte das nossas vidas... eles só ainda não tem corpos (e, depois de sair dessa sessão, fico muito feliz com isso).

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