Mortal Kombat II

| 07 maio 2026 | Nenhum comentário:


Sinopse:
Desta vez, os campões favoritos dos fãs – agora acompanhados pelo próprio Johnny Cage – são colocados uns contra os outros numa sangrenta e derradeira batalha, sem regras ou limites, para derrotar o sombrio governo de Shao Kahn que ameaça a própria existência do Plano Terreno e seus defensores.

*** 

Confesso que games não são muito a minha praia, porém, é impossível viver nesse universo nerd e não ter visto os filmes antigos da franquia. Então, assim como no primeiro filme, eu fui para o cinema já conhecendo um pouco desse universo e aproveitando com ainda mais entusiasmo a apresentação dos “novos” personagens.

Se no primeiro filme tivemos a jornada de relutância e superação de Cole Young, agora é a vez do ator decadente Johnny Cage assumir esse papel. Muito diferente de Cole, o ator não tem motivos reais para lutar (mesmo que seja pela sobrevivência da Terra) e acaba promovendo momentos bem mais engraçados e sarcásticos em sua jornada.

Além de Johnny, a princesa Kitana (e seus leques super marcantes), também entra em cena para lutar pelo que é certo. Claro que, no caso dela, uma boa dose de vingança também vai cair muito bem.

Disse que não tenho muita intimidade com games em geral, porém, é impossível não ver o esforço desse filme para transformar algumas batalhas em algo que você vai achar que realmente está segurando um joystick (está liberado apertar botões imaginários). 

Efeitos de luz, golpes, transições e mesmo as mortes mais sanguinolentas faz com que você esteja jogando em uma tela gigante, esperando pelo próximo movimento do oponente que, eu te garanto, muito mais do que no primeiro filme, vão chocar absurdamente.

Esse filme tem a cena mais chocante, inesperada e cruel de todos os filmes da franquia (e de muitas outras franquias por aí). Ainda não me recuperei do impacto que foi algo tão brutal (e que você não esperaria que acontecesse nem em mil anos 😱).

Seguindo a linha do primeiro filme, as referências mega nerds de outros filmes da Warner são perfeitas para a hora do pause, entre um fight e outro. Assim você pode dar umas risadas antes de levar alguns socos com cenas impactantes novamente.

O bom dessa franquia é que podemos ter diversos torneios para definir o destino da Terra em outros filmes, apresentando novos personagens, suas histórias e lutas visualmente incríveis com aquele toque de videogame que deixa tudo mais eletrizante.

Se eu quero um Mortal Kombat III? Com certeza! Finish him!!!!! 💣💣💣


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Confusões do amor

| 16 abril 2026 | Nenhum comentário:


Autora: Lynn Painter
Editora: Intrínseca
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Sinopse: A faxineira Abi Mariano está numa enrascada: seu apartamento foi interditado por causa de uma infestação, e agora ela precisa de um lugar para ficar durante uma semana. Com a rotina dividida entre os estudos e dois empregos, ela não tem tempo de procurar nem dinheiro para um hotel, então se vê sem opções. A solução diante do desespero se apresenta como num passe de mágica quando o proprietário da cobertura onde ela faz faxina sai da cidade por exatamente sete dias. Em condições normais, Abi jamais pensaria nisso, mas ele de fato nunca aparece em casa (e ela nunca o viu na vida).

Ela se arrisca, dorme na casa do patrão e tudo vai muito bem... até que encontra dois estranhos na cozinha. São os pais do dono da cobertura, e, por mais estranho que seja, eles parecem saber tudo sobre Abi — não como a faxineira, mas a namorada do filho.

Declan Powell é daqueles que colocam a carreira em primeiro lugar a qualquer custo. Após abrir caminho até chegar a um cargo executivo em sua empresa, já ambiciona voos bem maiores. Quando seus pais mencionam ter conhecido sua namorada, “Abby”, ele quase se engasga. Que bom ouvir como ela foi adorável, mas ele na verdade não tem namorada nenhuma: tudo não passa de uma invenção para que a família e os figurões da empresa parem de pressioná-lo e o vejam como um adulto que não foge de compromissos.

Após finalmente descobrir quem Abi (e não Abby) é de fato, Declan lhe faz uma proposta: se ela fingir ser sua namorada, ele lhe dará qualquer coisa enquanto durar o acordo entre os dois. Que mal isso poderia fazer? Afinal, são só negócios, nenhum prazer envolvido... Certo?

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Ai, ai, ai... que confusão mais deliciosa de se ler!!!

Sim, esse é o meu primeiro encontro com a autora Lynn Painter e não poderíamos ter tido um começo melhor. Que livro é esse?!?

Abi é uma loucura em forma de personagem. Imagina invadir um apartamento alheio (em que você só trabalha), dormir em uma cama que não é sua (por mais confortável que fosse), encontrar os pais do dono do apartamento e fingir normalidade com tudo aquilo, como se ela realmente devesse estar ali (até conseguir fugir antes que eles chamassem a polícia, é claro).

Já percebeu que as gargalhadas são garantidas, né? 😁

Abi não tem papas na língua, mesmo quando o dono do apartamento, o milionário super lindo e sexy, Declan Powell a confronta em seu outro emprego. E ela também não titubeia muito quando ele propõe que ela finja ser sua namorada por um fim de semana (sei, sei...).

Seja por um carro, ou por “apenas” uns 40 mil dólares, Abi aceitaria ter os melhores dias da sua vida, ao lado de um homem incrível, por quem ela, obviamente (é claro, todas nós sabemos bem), nunca deveria ser apaixonar.

Já falei que é uma confusão deliciosa? Então falo outra vez! 

Essa é Abi, em toda a sua loucura, que vai tirar a vida perfeita e completamente planejada de Declan dos eixos.

Ele não quer uma namorada, isso seria apenas um problema naquele momento da sua vida, mas, ter alguém que assumisse temporariamente esse papel, poderia sossegar os pais e fazer com que as pessoas da empresa o vissem com outros olhos, como alguém que planeja o futuro e deseja ter uma família.

Porém, pela primeira vez, Declan estava em um terreno completamente desconhecido. Imagine só, um workaholic convicto, sequer pensar em tirar um dia de folga para simplesmente realizar os sonhos mais simples de sua faxineira linda e doidinha, sem papas na língua e com uma criatividade que só uma escritora poderia ter? 💖💖💖

Preciso dizer mais alguma coisa?

Esse livro é tão fofo, engraçado, sexy e muito mais!!!

Me apaixonei por Declan e Abi e, nesse momento, já quero ler todas as obras da autora. Se os outros livros forem tão incríveis quanto esse, pode anotar que eu encontrei uma nova autora que eu vou querer ler até a lista do supermercado.

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Uma segunda chance

| 19 março 2026 | 2 comentários:


Sinopse: “Uma Segunda Chance” acompanha Kenna, interpretada por Maika Monroe, que comete um erro imperdoável que a leva à prisão. Sete anos depois, ela retorna à sua cidade natal, no Wyoming, na esperança de reconstruir a vida e conquistar a chance de se reencontrar com sua filha pequena, Diem, vivida por Zoe Kosovic, a quem nunca conheceu.

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É engraçado assistir à adaptação de um livro (mesmo que você não tenha lido o livro, como é o meu caso), porque o filme sempre passa aquela vibe boa de quando você está lendo um livro. Ou pode ser também uma vibe triste e profunda, afinal de contas, é a adaptação de um livro da Colleen Hoover.

A protagonista de Uma segunda chance, Kenna, foi a responsável pelo acidente que matou o namorado, e ficou anos presa por isso. Ela descobriu sua gravidez na cadeia e nunca teve oportunidade de conviver com a filha, até finalmente ser solta. Agora, tudo o que ela queria era uma segunda chance e conhecer a filha.

A criança (fofa, linda, a gente quer colocar em um potinho e levar pra casa) é criada pelos avós paternos, que obviamente não querem contato com a mulher responsável pela morte do próprio filho. 

É muito triste acompanhar o desenvolvimento dessa história, porque não tem como não ficar do lado de uma mãe que só deseja conhecer a filha. Por outro lado, os pais de Scotty (namorado de Kenna que morreu no acidente), ainda sofrem pela morte do único filho e não conseguem sequer pensar em ficarem próximos aquela que tirou o bem mais precioso deles.

Mas é claro, o nome já deixa bem claro sobre o que se trata o filme, e é aí que entra em cena uma figura crucial: o charmoso Ledger. 

O melhor amigo de Scotty ficou afastado por muitos anos por conta da sua carreira de jogador, por isso nunca tinha conhecido Kenna pessoalmente. Após a morte de alguém que ele considerava como um irmão, ele volta para a cidade e assume quase que o papel de um pai para Diem.

Ele é o primeiro a perceber que Kenna não era o monstro que todos pensavam, que ela também estava destruída pela morte de Scotty e que merecia, ao menos, ver a própria filha. 

Algumas lágrimas escorreram (talvez um pouco mais do que isso)? Sim! Me apaixonei pelos protagonistas? Absolutamente! Fiquei louca para ler o livro? Nem precisa perguntar! 

Uma segunda chance é uma história linda, mas bem triste. Aqui o luto é muito presente, mas uma criança pode ser a salvação de cada um que sofreu por uma grande perda, e, quem sabe, mais de uma pessoa terá uma nova chance de ser feliz. Eu amei cada segundo, e, não se esqueça, leve uns lencinhos para o cinema...

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Missão refúgio

| 14 março 2026 | Nenhum comentário:


Sinopse:
A trama de MISSÃO REFÚGIO acompanha Mason (Jason Statham), um homem assombrado por traumas do passado que escolheu viver em completo isolamento em uma ilha remota, longe de qualquer contato com o mundo. Tudo muda quando, durante uma violenta tempestade no mar, ele salva Jesse (Bodhi Rae Breathnach). O ato heroico desencadeia uma implacável caçada, colocando os dois na mira de inimigos cruéis. E, ao mesmo tempo que ele precisa proteger a garota, o protagonista tem que enfrentar os fantasmas que tentou abandonar.

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Sabe o que é legal? Você ir para o cinema esperando tiro, porrada e bomba e se deparar com uma história até bem emocionante (mas não precisa se preocupar, a pancadaria não foi dispensada... é um filme com Jason Statham, né? Rsrs)

O protagonista, Mason, vive em uma ilha deserta e recebe a “visita” ocasional de um amigo do passado e sua sobrinha, que lhe trazem suprimentos. Visita talvez não seja bem a palavra mais assertiva nesse caso, sendo que não existe nenhum contato entre eles. Os suprimentos são deixados e eles vão embora.

Tudo muda quando, em uma tempestade, o barco do amigo naufraga e ele consegue salvar apenas a menina. Com o tornozelo de Jesse infeccionado, o personagem de Statham é obrigado a sair da ilha para buscar remédios, e é aí que nós entendemos em que universo o protagonista está inserido.

Todas as câmeras, celulares e objetos eletrônicos estão conectados a um programa do governo (quem precisa de privacidade, né?). Quando a imagem de Mason é capturada por uma das câmeras, é que começa a caçada implacável.

Jesse não tem mais ninguém, então, esse é o ponto crucial da história. Sem essa personagem, o filme não teria toda a carga emocional que ele carrega. Um homem solitário, que vivia apenas com o seu cachorro (snif), agora precisa fugir e lutar, mas não apenas pela sua vida.

É incrível acompanhar os mistérios se desenrolando, descobrir quem o personagem de Statham é na realidade, quem são os verdadeiros vilões da história e, principalmente, o desenvolvimento emocional de um homem que, por tantos anos, não teve alguém ao seu lado, que não tinha uma família, mas que agora colocaria até a sua vida em risco pela segurança de uma menina que tinha a vida toda pela frente.

Filmes de ação geralmente não me impressionam muito, mas não posso negar que essa personagem fez com que a ação ficasse em segundo plano, quando você começa a torcer para que eles possam ter um final feliz. Uma filha sem um pai e um homem sem uma família...

E é por isso mesmo que a minha sequência favorita do filme é repleta de ação, tiros e violência, mas, o propósito do protagonista era tão sensível, que foi impossível não ficar com  o coração da mão.

Missão refúgio vai agradar muito fãs de ação, mas não vai deixar nada a desejar para quem busca algo mais emocional e tocante, mesmo em meio a tamanha violência. 


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A noiva!

| 05 março 2026 | Nenhum comentário:


Sinopse:
Um solitário Frankenstein (Bale) viaja para a Chicago dos anos 1930 para contactar a cientista pioneira, Dra. Euphronious (Annette Bening, cinco vezes indicada ao Oscar), e lhe pedir que crie uma companheira para ele. Os dois revivem uma jovem assassinada, e a Noiva (Jessie Buckley) nasce. O que se segue está além do que qualquer um deles imaginou: Assassinato! Possessão! Um movimento cultural selvagem e radical! E amantes fora da lei em um romance selvagem e inflamável!

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Toc toc... preparado para enfrentar o horror, ou algo que pode ser ainda mais aterrorizante, como, por exemplo, uma história de amor?

Uma premissa tão interessante quanto angustiante. Uma autora revoltada com a sua própria morte, usa dos meios ao seu alcance para continuar sua própria história. E desnudá-la em diversas palavras (tanto quanto só um grande escritor conseguiria).

Um dos monstros mais clássicos do cinema e da literatura atinge o ápice do seu lado humano ao não suportar mais a solidão e desejar ter ao seu lado alguém que lhe fizesse companhia nos dias sombrios, alguém que lhe entendesse, alguém como ele.

Quem seria melhor para ajudá-lo a alcançar o seu objetivo do que uma cientista tão louca quanto o seu próprio criador?

Esse filme me deixou bem perturbada! Também, pudera, um longa onde o personagem com a mente mais sã talvez seja o chefe da máfia, mesmo em toda a sua vilania, ao menos em suas más (bem más) ações. Elas são exatamente as esperadas de um personagem que não enlouqueceu completamente, algo que não podemos dizer sobre todos os outros elementos do filme.

Em busca de satisfazer os seus desejos, colocar um fim a morte, ou a tão atual busca por igualdade de gênero, os protagonistas se desmancham em loucura e emoções explodindo como bombas, bombardeando os sentidos de que está assistindo (e enlouquecendo um pouquinhos nossas mentes também).

Quem são os monstros? Aqueles que enlouquecem na solidão de suas aparências ou aqueles que os perseguem?

A noiva! talvez seja um filme sobre preconceito e empoderamento, loucura e desejos, mas, acima de tudo, é um filme sobre quem são os verdadeiros monstros que habitam em uma sociedade corrupta e sem escrúpulos, sem certo ou errado. Uma sociedade quebrada por dentro, assim como a protagonista.

Esse filme é realmente uma experiência de som e imagem e merece ser visto em uma tela digna de todos aqueles contrastes visuais e magia para os ouvidos.

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Wicked: Parte II

| 18 novembro 2025 | Nenhum comentário:


É engraçado pensar que, quando eu assisti ao primeiro filme, a única coisa que eu conhecia era a música Defying Gravity, porque, em algum momento, ela tinha entrado aleatoriamente em minhas playlists. Fui assistir ao filme de coração aberto, sem grandes expectativas, então não imaginava me apaixonar tanto por esse novo mundo de Oz.

Dessa vez foi diferente. Depois de me apaixonar pelo primeiro filme, ouvir as músicas milhares de vezes e assistir à peça (que é surreal de tão incrível), já sabia basicamente como a história iria se desenrolar na sequência para os cinemas, mas nada me prepararia para a emoção intensa que é ver esse filme.

Falando do segundo ato da peça, enquanto algumas cenas “não tão felizes” são passadas ao público puxando para o lado da comédia, no filme simplesmente não é possível achar graça “em certos momentos" e algumas lágrimas vão escorrer, porque a se a comédia (nessas cenas) foi deixada de lado, a emoção dos personagens extrapola a tela, e toca diretamente naquele lugar que nos fará desabar completamente.

Ver esse filme é como encontrar algo novo, mesmo já conhecendo seus segredos. Eu ouvi as canções em português (na peça) e já escutei um milhão de vezes as versões da Broadway em inglês, então elas estavam na ponta da língua. As músicas novas não conseguiram me impactar como as originais, mas o brilho de cada cena e a emoção das atrizes fez com que essas adições valessem a pena. 

Apesar de já saber o que iria acontecer e estar com a maioria das músicas na cabeça, isso não foi o suficiente para que eu não ficasse encantada e completamente emocionada com as interpretações de Ariana Grande, Cynthia Erivo e Jonathan Bailey em músicas já tão icônicas quanto No Good Deed, As Long as You’re Mine e a arrancadora de lágrimas For Good 😢👏

Eu sempre acho complicado falar sobre coisas que eu amo. Como se traduz o sorriso que cola no seu rosto em uma cena perfeita, ou aquela lágrima que escorre quando você menos espera? 

É isso que eu estou vivendo nesse momento... Poderia falar dos cenários deslumbrantes, figurinos lindos, efeitos perfeitos e interpretações de tirar o fôlego, mas é todo esse conjunto que me faz querer correr para o cinema assim que o filme for lançado para que o meu coração possa sentir tudo novamente.

A gente sofre... mas a gente ama!!!

Wicked: Parte II (ou For Good) não poderia ser mais perfeito. Cada modificação foi um tijolinho a mais para nos fazer sair do cinema “deslumbrilhados” e um pouquinho tristes, afinal de contas, vamos sentir muita falta dessa linda amizade. Glinda e Elphaba poderiam sim voltar a nos encantar em novos filmes... Imagina só? Por Oz!!!

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