Amanhecer na Colheita

| 30 outubro 2026 | Nenhum comentário:


Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
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Sinopse:  Ao amanhecer do dia da colheita da Quinquagésima Edição dos Jogos Vorazes, o medo toma conta dos distritos de Panem. Nesse ano, em comemoração ao Massacre Quaternário, o dobro de tributos será levado de suas casas.

No Distrito 12, Haymitch Abernathy está tentando não pensar muito nas suas chances de ser sorteado – só quer sobreviver ao dia e passar um tempo com a garota que ama.

Mas, ao ser escolhido, todos os sonhos de Haymitch desmoronam. Ele é separado da família e da namorada e enviado para a Capital com outros três tributos do Distrito 12: uma menina que considera quase uma irmã, um rapaz viciado em calcular chances e apostas, e a garota mais arrogante da cidade.

Conforme os Jogos se aproximam, Haymitch compreende que está tudo armado para o seu fracasso, mas parte dele deseja lutar... e deseja também que essa luta reverbere muito além da arena mortal.

***

Ler um prequel é sempre um sofrimento que começa antes da primeira página. Nós já conhecemos a história de Haymitch, sabemos que ele não tem ninguém, que a Capital tirou tudo dele. Com todas essas informações, ler o começo do livro e conhecer as pessoas da sua vida, torna algo que seria normal (uma mãe, um irmão, uma namorada...), algo totalmente cruel.

Eu nunca imaginaria que Haymitch sequer tinha sido realmente sorteado para participar dos jogos. Isso explica muito da sua revolta no futuro: ser escolhido apenas por tentar defender alguém que ele ama.

Suzanne Collins é má, muito má. Enfiar uma faca no coração dos leitores (ou nos jogar em uma arena cheia de bestantes), talvez doesse menos.

Esse livro conseguiu destruir meu coração ainda mais do que em A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. Afinal de contas, nós conhecemos Haymitch há muito tempo, e aqui o protagonista não era o vilão de toda a história.

Foi cruel finalmente ver tudo o que aconteceu na arena no Quinquagésimo Massacre Quartenário. Eu sempre soube que Haymitch era muito mais do que um homem bêbado e sarcástico, que ele era alguém confiável e que defendia os seus quando a situação realmente exigia, mas, ver o quanto ele foi corajoso na arena, ver ele defender seus aliados (e amigos), e acompanhar todo o seu sofrimento, que não termina quando os jogos acabaram, muito pelo contrário... vamos combinar que ele até bebia pouco, para tanto sofrimento.

Precisa ser muito forte e ter muita resiliência para perder tudo, absolutamente tudo, na sua vida e, ainda assim, continuar vivendo, apenas para cumprir uma promessa, apenas para tentar impedir o próximo amanhecer na colheita.

Parece tão simples aquela frase no final de “A Esperança”, quando Katniss cita que Haymitch cria gansos... essa frase agora tem um significado completamente diferente, claramente mais sofrido.

Eu sempre achei que o final de Katniss e Peeta tinha sido triste, que ninguém como eles conseguiria ter realmente um final feliz, não depois de tanto sofrimento, mas eu estava enganada, alguns finais são ainda piores.

Aqui, nesse livro, finalmente vemos o quão grande era o coração dele e o quanto ele sofreu pela solidão, só para que mais ninguém morresse por sua causa. Se, por algum momento, alguém duvidou do quando Snow poderia ser cruel, esse livro prova que o presidente nunca teve nada além de podridão naquele coração.

Os jogos até parecem menos cruéis (se é que é possível dizer algo assim), na era de Katniss e Peeta. Ao menos, os brinquedos da Capital nessa época, antes e depois dos jogos, eram tratados com mais luxo, e não tratados 100% como animais.

A volta de Haymitch com os caixões para o distrito 12 foi o prego que faltava para fechar o caixão no meu coração. E eu mal podia imaginar que o sofrimento que viria poderia nos enterrar ainda mais profundamente.

Eu terminei esse livro com a conclusão de que: por mais que a guerra tenha acabado em A Esperança, nenhum personagem ali teve realmente um final feliz. São livros incríveis, com histórias de tirar o fôlego de tão bem escritas, mas que conseguem arrasar completamente o coração e a mente de quem os lê.

Acho que eu preciso de uma continuação, algum personagem que tenha um futuro bom, um futuro realmente de esperança (os filhos de Katniss e Peeta, talvez), para tirar essa pedra que se instalou no meu peito ao terminar de ler esse livro.

Se a tia Suzanne Collins só queria ver o nosso sofrimento e arrancar muitas lágrimas... parabéns, você conseguiu mais uma vez.

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Cara-de-barro

| 24 outubro 2026 | Nenhum comentário:


Sinopse:
Matt Hagen (Rhys Harries) é um ator cuja carreira é destruída após sofrer uma brutal desfiguração. Ao tentar retomar sua vida, ele se submete a um experimento científico que transforma seu corpo, até se tornar uma criatura capaz de mudar de forma completamente.

 *** 

Eu amo ver filmes que contam a origem de grandes vilões. Você começa já sabendo que não terá um final feliz, mas, mesmo assim, torce por algo que não vai acontecer. E, o pior, é exatamente conhecendo a história do vilão, o sofrimento o que fez chegar a um caminho sem volta, que nos faz passar o famoso “pano”, para qualquer atrocidade que ele possa fazer. 

Matt é apresentado como um ator que lutou muito para chegar ao estrelato. Mas, talvez o sucesso tenha subido um pouco a sua cabeça quando ele decide se envolver com Mia Torrez, a namorada de um gângster conhecido e muito perigoso.

Claro que mexer com um criminoso poderoso de Gotham teria as suas consequências. Markos Szabo, como vingança, ataca Matt violentamente, desfigurando completamente o rosto do ator e destruindo ainda mais a sua carreira com mentiras que colocariam todo o público e toda a área do cinema contra ele. A gente sabe bem que o que mais assola Gotham é a corrupção e bandidos ficando impunes. 

Em total desespero, ele conhece a cientista Caitlyn Corr, que lhe oferece a chance de restaurar o rosto por meio de uma biotecnologia experimental. Porém, seu rosto pode até ter sido restaurado, mas as consequências seriam devastadoras.

O procedimento faz com que seu rosto reaja as suas emoções, o deformando completamente, ou o transformando em outras pessoas. Controlar essa segunda faceta seria uma habilidade necessária para buscar vingança contra aqueles que o traíram e destruíram sua vida.

Como em muitas histórias, talvez o amor salvasse o personagem de se tornar um grande vilão, porém, Caitlyn (apesar da atração pelo ator), tinha um noivo com quem ela ia se casar. Talvez, o coração dela até pudesse encontrar um novo amor, caso ela não descobrisse as atrocidades cometidas por Matt em sua trilha de vingança.

O filme, diferente de outros da DC, com certeza se consolida como um terror psicológico. Com cenas fortes e intensas de mutilação física, o longa expõe os horrores sofridos pelo protagonista e a transformação extrema de seu corpo e mente, nos levando por caminhos cheios de agonia.

Cara-de-barro entrega uma poderosa jornada de degradação: a transformação de um ser humano comum em um vilão, as escolhas feitas após traumas extremos e sobre como o sofrimento corrói o psicológico, empurrando os limites entre o certo e o errado para uma zona completamente cinzenta.

Mal posso esperar para vê-lo novamente. Com certeza, continuará não sendo nada bonito.

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O Bosque Selvagem

| 21 outubro 2026 | Nenhum comentário:


Sinopse:
Existe um bosque escondido logo depois da cidade, um lugar que não aparece em nenhum mapa e de onde dizem que ninguém volta. É para lá que uma revoada de corvos leva o irmão de Prue, enviados por uma feiticeira que precisa dele para seus planos sombrios. Sem pensar duas vezes, Prue parte para o Bosque Selvagem para salvá-lo, ao lado do amigo Curtis. Lá dentro, os dois encontram um mundo mágico, cheio de perigos, criaturas encantadas e segredos antigos. Das mãos que criaram Coraline, chega aos cinemas uma história sobre coragem, amizade e os laços que nos movem.

***

Imagine seu irmão ser sequestrado por corvos e você ser obrigada a entrar em um bosque (que o seu pai sempre disse para nunca chegar perto) para poder salvá-lo, e ali descobrir um mundo incrível com animais falantes, muita magia e uma guerra acontecendo. Porém, em meio a toda essa fantasia, também vamos descobrir que, uma grande tragédia (e muito sofrimento), pode ter como consequência escolhas terríveis. 

Mal consigo começar a explicar todas as emoções sentidas com essa obra prima. Eu ainda não li o livro no qual o filme é baseado (mas agora, com certeza, vou ler), porém, a essência dessa narrativa é tão grandiosa, que o filme consegue ser tocante e intenso, sem que você sinta que está faltando algo a mais, como geralmente acontece em outras adaptações. 

Aqui a magia existe, e traz com ela seres e ambientes inexistentes do nosso mundo, porém, o que realmente rouba a narrativa são os sentimentos (tão reais e profundos) retratados nessa história. E, com eles, nós nos identificamos a cada momento. 

Prue não é apenas corajosa em ir atrás de seu irmão. Cada olhar, cada gesto e cada ação evidenciam o amor que a protagonista sente pelo irmãozinho. Seu desespero em encontrá-lo é tão intenso que é impossível não sofrer junto com ela. Encontramos aqui um tipo de amor capaz de fazer alguém superar seus próprios limites e colocar sua vida em risco, mesmo que as chances de sucesso sejam ínfimas. 

Seu sofrimento talvez só não seja maior do que o da antagonista do filme. Até onde iria uma mãe que perdeu o seu filho para tê-lo de volta, não importa como? Alexandra, a governadora viúva, não é apenas a vilã do filme. É uma mãe que nunca aceitou a perda filho, e, sozinha no mundo, não conseguiu continuar sem o peso da dor, o que a fez escolher todos os caminhos errados, pois isso poderia trazer seu bem mais preciso de volta para a sua vida. 

Todos esses sentimentos, todas as expressões marcantes, cada fala e gesto tocantes... é até difícil de acreditar que realmente seja um filme feito em stop motion. Que animação perfeita!!! Eu nunca imaginei assistir uma batalha grandiosa e épica feita com essa técnica e o resultado ser surreal de tão incrível.

Depois de cerca de 7 anos de esforço, tenho certeza de que a equipe de animação está muito orgulhosa desse lindo trabalho, agora entregue aos cinemas. Imagine conseguir passar uma emoção desse tamanho animando, frame a frame, centenas (ou milhares) de bonecos, cenários, criar uma batalha épica, cenas de voos, e tantos outros elementos, de forma tão complexa e delicada, e ter como resultado algo que, com certeza, vai entrar para a história? Puro orgulho mesmo! 

Estamos falando aqui de técnica e muita dedicação, junto a uma história tão profunda que é impossível não se emocionar. Eu acredito que esse filme será vencedor de muitos prêmios, porém, o principal deles será a admiração do público. Eu só posso aplaudir de pé 👏👏👏

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Temporada de espinhos

| 19 outubro 2026 | Nenhum comentário:


Autora: Kiera Azar
Editora: Alt
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Sinopse: No reino de Daradon, são poucos os que nascem com uma habilidade, e os que nascem com ela são temidos. Conhecidos como Manipuladores, eles conseguem exercer um poder invisível e letal, como conjurar um pequeno fio cintilante capaz de abrir uma fechadura, ou mesmo uma corda implacável que pode matar alguém sem que a vítima sequer perceba. Por causa dessa habilidade, os Manipuladores são vistos como uma ameaça e caçados.

Alissa Paine é herdeira de uma linhagem nobre de uma família de Caçadores e também é uma Manipuladora. A garota sabe que só escapou da execução graças ao seu doloroso autocontrole e aos esforços de seu amado pai.

Conforme sua décima oitava estação se aproxima e Alissa é convocada para a cruel corte para a Temporada das Rosas, ela se vê presa em uma teia de intenções ocultas e dividida entre dois homens perigosos.

Um deles é um belo e implacável governante, que poderia destruir Alissa em um piscar de olhos se soubesse a verdade, e o outro é um embaixador estrangeiro e sedutor que guarda os próprios segredos e objetivos. Durante essa temporada no palácio, Alissa sabe que, para sobreviver, precisa ser o mais afiado dos espinhos.

***

Sabe o que é engraçado? Eu já estava apaixonada por esse livro só de ver a capa. Era como se eu já soubesse que iria amar a história, só pelo título e pela arte de capa. E, no fim, eu estava certa, amei cada segundo dessa leitura 😍

O livro começa apresentando a protagonista como uma justiceira clandestina. Alguém que quer lutar contra a tirania do governo, mas teme ser descoberta, porque, se alguém descobrir o seu segredo, a próxima vítima a ser caçada será ela. 

Alissa é uma Manipuladora, alguém que possuí um espectro dentro de si, algo que ela pode controlar conforme sua vontade (ou será que ele a controla?). É quase como se ela tivesse superpoderes. Pessoas como ela são caçadas e mortas pelo governo, porém, sendo uma nobre (e de uma família de caçadores), ela está acima de qualquer suspeita. 

O amor pelo seu pai e o medo do que aconteceria com ele caso fosse descoberta, eram as únicas coisas que faziam com que ela não lutasse abertamente contra essa tirania. Se isso não fosse o suficiente, temos o Rei, responsável por todo esse massacre, interessado em se casar com a protagonista (que absolutamente não o tolera).

Quando o instrumento que é usado para localizar os Manipuladores é roubado, Alissa vai para a corte (sim, para a alcova dos lobos), seguindo instruções daquele que, um dia, foi seu amigo de infância, para encontrar o responsável por esse roubo e assim, finalmente conseguir proteger outros como ela.

Agora, eu preciso falar sobre esse "ex-amigo", Garret. Ele é um dos caçadores da corte, responsáveis exatamente por capturar e exterminar pessoas como Alissa. Nem preciso dizer por que a amizade chegou ao fim, né? Porém, o pior de tudo é que, desde criança, ele conhece o seu segredo. 

Você vai ter vontade de sacudir a protagonista? Com certeza? Você vai achar as suspeitas e o medo dela aceitáveis? Às vezes, sim. Mas, é bem óbvio, para nós, como leitores, o quanto Garret a está protegendo no começo do livro e o quanto ele se importa com a sua segurança e bem-estar (mesmo anos antes, quando fingiu que não seria mais seu amigo, devido ao fato de ela ser uma manipuladora).

Acredito que o medo de Alissa de confiar em Garret era devido ao fato de ela não querer se machucar, caso ele a abandonasse novamente, do que pelas suas atitudes em si.

Agora, vamos deixar o ex-melhor amigo de lado e vamos falar sobre alguém também muito importante: Keil (tá sentindo um cheirinho de triângulo amoroso? Talvez...). 

Ele é um embaixador de uma cidade vizinha que é inimiga da cidade de Alissa, exatamente pelo fato de que eles aceitam completamente a existência dos Manipuladores. Keil e Alissa não se conhecem da melhor forma possível, mas ele é um dos primeiros manipuladores que entram em sua vida, o que a deixa fascinada, e isso não tem nada a ver com a beleza e charme do embaixador, é claro 😁😍😁

Mas a vida de Alissa não é um mar de rosas. Além de ter que esconder o que ela realmente é, talvez os homens de sua vida também tenham interesses e objetivos que não se alinhem com os da nossa protagonista e nós sabemos muito bem como algo assim pode terminar: decepção, traição e rompimento.

Porém, não pense que a protagonista é apenas uma vítima aqui.

Seus próprios objetivos são muito claros e podem fazer com que ela fique em qualquer lado dessa moeda. O grande objetivo da protagonista é encontrar um objeto que está desaparecido, que pode colocar seu povo em perigo.

A busca por esse objeto é um mar de reviravoltas e surpresas que a autora, Kiera Azar,  insere nessas páginas. É chocante o quanto ela consegue enredar todos os personagens e nos surpreender. Suspeitos óbvios? Esqueça... Todos os personagens (eu disse todos!!!) vão te chocar com seus reais objetivos. E, sabe quando você pensa "nada pior pode acontecer?”. Então... vai acontecer. Ainda estou chocada com as reviravoltas desse livro.

E o final? Como dizer algo sobre aquilo?!? 😱😱😱

A autora foi muito má? Totalmente!!! Ela não poderia ter terminado de forma que nos deixasse mais desesperados pelo próximo livro da série. Seja o final da protagonista, seja aquele epílogo fora de série... não sei como vou sobreviver até sair a continuação. Quero muito voltar para uma próxima temporada, mesmo que ela seja ainda mais repleta de espinhos.

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Aliada do Vilão

| 16 setembro 2026 | Nenhum comentário:


Autora: Hannah Nicole Maehrer
Editora: Alt
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Sinopse: OFERECE-SE RECOMPENSA! Procura-se a aprendiz do Vilão por traição (leve), dano à propriedade mágica (supostamente) e um incidente envolvendo um pãozinho transformado em arma (confirmado). Frequentemente vista acompanhada de um sapo mal-humorado (usa coroa, é malcomportado). Atende por “Evie” ou “Fique quieta”.

Evie Sage jamais teve a intenção de se tornar o braço direito do vilão mais temido do reino. Num minuto, ela estava se candidatando a uma vaga de nível básico que prometia “pouca papelada e decapitações ocasionais”, e no seguinte, já estava afundada até o pescoço em caos mágico, planos de assassinato e uma quedinha totalmente inapropriada por seu chefe carrancudo ― dono de um maxilar esculpido e energia de catástrofe ambulante.

Entre uma profecia mágica prestes a ruir, assassinos surgindo na sala de descanso e uma quantidade altamente suspeita de sapos usando coroas, Evie precisa dar um jeito de sobreviver a esse emprego ― sem implodir o reino. Ou a própria dignidade, que já está por um fio... bem sarcástico. Estar ao lado do mal nunca fez parte dos seus planos. Mas, pensando bem... também não fazia parte se apaixonar pelo Vilão.

Em Aliada do Vilão, Evie vai descobrir que, às vezes, ser cúmplice do mal é só o começo ― porque, quando o reino inteiro ameaça desmoronar (e seu chefe sumir de novo, só para variar), ela precisará decidir até onde vai sua lealdade… e seu coração. Na trilogia Assistente do Vilão, Hannah Nicole Maehrer mistura contos de fadas, humor afiado e caos corporativo em uma fantasia romântica irresistível ― provando, de uma vez por todas, que príncipes são ótimos… mas vilões são ainda melhores. 

***

Vilões são ainda melhores... COM CERTEZA!!!

Eu jurava que seria uma trilogia, mas não poderia estar mais feliz em ter mais um livro para ler. Pode ir com tudo Hannah Nicole Maehrer, amamos esquemas de pirâmides, quando a história é incrível 💓💓💓.

No terceiro livro da série, Evie continua sarcástica, doida e totalmente protetora com aqueles que ela ama. Depois de enfrentar a traição do próprio pai e ver a mãe e o irmão "voltarem dos mortos", sua cabeça só não pirou de vez porque... ela nunca foi muito normal mesmo 😂

Mas agora, Evie, o Vilão e todos os nossos queridos funcionários maléficos precisam cumprir uma antiga profecia, antes que toda a magia do reino desapareça e leve junto com ela seu amigo Reinaldo, o príncipe que há muitos anos estava amaldiçoado e vivendo no corpo de um sapo.

Falando nisso, durante dois livros acompanhamos Alexander Reinaldo apenas pela fofura e inteligência de suas plaquinhas, mas agora temos capítulos inteiros narrados pelo príncipe.

É incrível poder finalmente estar em sua cabeça, ver toda a sua frustração pela forma como ele vivia e como ele realmente se importava com seus amigos. Mas ele não deixa de ser bem esperto, afinal de contas, a maioria das pessoas (mesmo sabendo da sua verdadeira identidade), se sentiam bem à vontade para compartilhar informações importantes perto dele, afinal de contas, ele era apenas um sapo.

Nesse livro o Vilão continua vilanesco como sempre, porém, sua paixão por sua assistente/aprendiz/aliada está alcançando níveis ultrajantes para o coração de um ser tão perverso (que sequer deveria ter um).

O romance de Tristan e Evie nesse livro foi tudo (e um pouco mais) do que nós esperamos ansiosamente nos dois livros anteriores. Tristan negando seu amor a todo custo, mesmo que cada pessoa no reino saiba exatamente como ele se sente, e Evie atacando seu chefe de todas as maneiras e declarando seu amor (mesmo que seja em frente a uma plateia). Meu coração não poderia esperar um casal mais perfeito 😍😍😍.

Porém, temos um vilão, realmente vilão, nesse livro, que continua tentando acabar com a felicidade do protagonista e atingir seu objetivos maléficos (sim, mais maléficos do que os do nosso Vilão original).

Rei Benedict quer cumprir a profecia antes do Vilão e não vai medir esforços para conseguir alcançar seus objetivos. Acho que esse é o livro em que nossos protagonistas mais sofrem perdas nesse sentido, porém, a parte mais impactante sobre essa tal profecia, nós só vamos conhecer no final do livro.

Leitores amam falar sobre livros com plot twits, mas esse aqui é uma aula sobre como realmente virar a sua história de ponta cabeça. O que a autora revelou no final desse livro vai fazer o seu queixo cair e ir parar lá no Japão.

Eu desconfiava de apenas uma das revelações, mas, quando foi realmente revelado, e quando ficamos sabendo tudo o que está por trás de todos os fatos... tenho certeza de que você vai pirar tanto quanto eu quando finalmente ler.

Falando em pirar, é um feito digno de um vilã terminar o livro da forma como Hannah Nicole Maehrer fez. Joga uma bomba na cara do leitor e sai correndo, entendi tudo. Agora, bora abrir Adversária do Vilão e começar imediatamente. Vai ser o último? Não sabemos, mas, se os livros continuarem assim, eu não me importo que ela escreva mais uns dez 😁

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Minha filha é um zumbi

| 01 setembro 2026 | Nenhum comentário:


Sinopse:
Misturando comédia, drama familiar e elementos de horror, Minha Filha é um Zumbi acompanha a história de um pai disposto a fazer qualquer coisa para proteger sua filha após ela ser infectada por um vírus zumbi. Em vez de se transformar completamente em uma ameaça, a jovem mantém parte de sua consciência, criando uma relação tão emocionante quanto caótica entre os dois.

*** 

Tenho que começar dizendo que esse filme tem exatamente a mesma vibe de Marley e eu. Você vê o trailer,  acha que é só um filme engraçado, até mesmo bobinho, e termina com lágrimas nos olhos. 

Me conta, você está esperando por uma história clássica de zumbis? Pode esquecer. Quando surge no mundo uma doença que transforma os infectados em zumbis, começa a saga do incrível Lee Jeong-hwan, lutando para que a filha infectada possa continuar viva. 

Quando ele percebe que, apesar da violência e sede de sangue (não se preocupe, essas primeiras cenas são engraçadas), Soo-ah também tem algumas memórias de sua vida antes de ser infectada, é a prova que ele precisava para acreditar que sua filha ainda estava ali, e ele lutaria para trazê-la de volta. 

Ou, ao menos, ele lutaria para treiná-la de forma que ela não fosse tão violenta e acabasse sendo morta 😁

Enquanto a vida seguia dessa forma entre o pai, filha, avó e o gato da família (que rouba todas as cenas), as coisas começam a ser complicar quando novos personagens entram em cena, cada um com seus problemas, passados (traumáticos para eles ou para os outros) e objetivos, trazendo emoção e grandes surpresas para o filme. 

O longa começa com um toque de terror, depois cai de cabeça na comédia, flerta com o suspense e termina com cenas tão dramáticas e intensas que te conectam totalmente aos personagens, trazendo lágrimas que fazem até esquecer que no começo estava se acabando de rir. 

Esse é um filme sobre família, sobre o amor de um pai acima de tudo, sobre tudo o que ele estava disposto a fazer por aquela que ele mais amava... com alguns zumbis como pano de fundo. 

Eu confesso que não esperava por aquele final. Ainda não me recuperei, para ser sincera. O roteiro realmente conseguiu que o clímax prendesse todo mundo na cadeira com reviravoltas, tensão e muita emoção. 

Minha filha é um zumbi com certeza será um clássico coreano do gênero. Tantas emoções em um roteiro que vai te levar por essa montanha russa, em que você não sabe onde (e como) vai terminar... Quem está acostumado com filmes asiáticos, sabe que o final feliz não é nada certo, então, a tensão, até o último segundo, é garantida.

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